quarta-feira, 14 de dezembro de 2011
Abortamento Diagnósticos Clinicos e Ecograficos.
Introdução: Sangramento vaginal é relatado por cerca de 25% das pacientes durante as primeiras semanas de gestação, sendo geralmente autolimitado e relacionado à implantação do embrião no endométrio decidualizado. De acordo com a OMS, abortamento é a expulsão ou extração do concepto pesando menos do que 500 gr ou com 22 semanas completas. A ultra-sonografia é usada seletivamente para se determinar se estão presentes produtos da concepção retidos, a fim de que a conduta correta seja tomada. Ela também tem papel na diferenciação das diferentes formas clínicas de abortamento e permite o diagnóstico diferencial com outras formas de sangramento ou patologias como gestação ectópica, neoplasia trofoblástica gestacional, hemorragia uterina disfuncional, câncer do colo do útero e pólipos endometriais. Ameaça de abortamento: Expresso clinicamente através de sangramento vaginal de pequena intensidade, com ou sem cólicas. O colo uterino encontra-se fechado e longo. Esse termo só é aplicável quando a paciente é considerada clinicamente como tendo um embrião potencialmente vivo. O diagnóstico é ultra-sonográfico. Aborto evitável: É considerado sempre quando o embrião está vivo e o saco gestacional localizado na topografia normal, dentro da cavidade uterina, na presença de sangramento expressivo. Na prática clínica 50% dessas gestações com sangramento evoluem para o abortamento e 50% apresentam evolução normal. Os achados ecográficos de mau prognóstico são crescimento anormal do saco gestacional ou inatividade reativa do embrião ou feto. Aborto inevitável: Seu diagnóstico é feito através da visibilização do orifício interno cervical dilatado.Os achados à ultra-sonografia incluem presença de saco gestacional no segmento uterino inferior ou no canal vaginal. Ecos internos no saco gestacional são indicativos de presença de conteúdo hemorrágico. Aborto incompleto: É decorrente da eliminação parcial do feto ou placenta. Diagnóstico ultra-sonográfico: Presença de conteúdo amorfo, heterogêneo no interior da cavidade uterina, com ou sem líquido associado. Quando a gestação é avançada podem ser evidenciadas estruturas fetais. Óbito embrionário: O diagnóstico é ultra-sonográfico, com evidências claras da presença de embrião não vivo (ausência do batimento cardíaco embrionário). Aborto completo: O embrião ou feto são eliminados em conjunto com a placenta, não restando componentes ovulares no interior da cavidade uterina. Diagnóstico ultra-sonográfico: Útero apresentando reação decidual representada por uma linha central. Não devem ser visibilizados produtos da concepção retidos. Aborto infectado: Geralmente está associado à interrupção provocada da gestação e menos freqüentemente ao aborto incompleto. Diagnóstico ultra-sonográfico: Pode ser identificado ar no interior da cavidade uterina, associado ou não a restos ovulares retidos. A propagação extra-uterina da infecção pode ser evidenciada pela existência de coleções abscedadas na pelve ou até mesmo em segmentos mais altos do abdome. Líquido livre em fundo de saco posterior é freqüente. Aborto habitual: Esse termo é aplicado quando ocorrem no mínimo três gestações interrompidas sucessivas. A incompetência istmo-cervical é causa freqüente e é caracterizada por abertura precoce do orifício interno cervical, com conseqüente prolato das membranas para o interior do canal endocervical, que se apresenta com aspecto afunilado. Hematomas uterinos: Ocorrem devido ao descolamento da placenta ou ruptura do seio marginal. Aparecem tipicamente no primeiro trimestre e podem ser subcoriônicos ou retroplacentários. Subcoriônicos: Presença de área hipoecogênica entre as membranas e a parede uterina. Retroplacentários: Presença de área hipoecogênica entre a placenta e o miométrio. Os hematomas com volume maior que 50 ml estão associados a aborto subseqüente ou a trabalho de parto prematuro, já os hematomas com volume menor que 35 ml geralmente estão associados à gestação de bom prognóstico. Sua evolução deve ser acompanhada com exames ultra-sonográficos seriados. Papel do Doppler: O exame Doppler das artérias espiraladas pode ser útil para distinguir um útero gravídico de outro não gravídico em pacientes com beta-HCG positivo, mas com cavidade uterina vazia. O fluxo peritrofoblástico típico nas artérias espiraladas mostra velocidade de pico sistólico maior que 8 cm/s, com elevado componente diastólico. Critérios mais rígidos como velocidade de pico sistólico maior que 15 cm/s e IR maior que 0,55 nas artérias espiraladas permite predição diagnóstica de gestação viável intra-uterina. Conclusão: Os achados ultra-sonográficos são essenciais para o diagnóstico diferencial de abortamento, podendo ser úteis para orientar a conduta adequada para cada caso, sendo importante lembrar que o conhecimento do beta-HCG quantitativo é importante para a interpretação correta das imagens ultra-sonográficas.Dra. Fernanda Piedade Bacchi Médica da Radiologia Clinica de Campinas.
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ai meu deus que dó
ResponderExcluirEu estou de 4 a 5 semanas..fiz a ultra e so foi visualizado saco gestacional com um coisinha dentro tipo uma lua nova, mas n foi indentificado como um embriao pelo medico..tive relação e comecou um pequeno sangramento..
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