quarta-feira, 14 de dezembro de 2011

Tire suas Duvidas.

Dispaurenia Dor a penetração sexual, que podem levar a espasmo, caracterizando o vaginismo. Causas: Má lubrificação vaginal, decorrente de caricia inadequada, traumas, ansiedade. Fobias Cirurgias prévias na vulva Processos infecciosos- Bartholinite HerpesIrritação por substancias químicas. Himem imperfurado Geralmente detectado no período menstrual. São anomalias decorrentes dos canais de Muller. Causando os sintomas dor abdominal no período da menstruação, pois o sangue não é eliminado, causando hematocolpos . O tratamento é cirúrgico. Retocele Defeito no mecanismo de sustentação do reto e da vagina, decorrente de cirurgias, partos múltiplos Causas que demandem esforço como tossir espirrar levantar peso etc leva a paciente a apresentar incontinência urinaria devido ao relaxamento. Geralmente acomete as mulheres no período da menopausa. Cistos vaginais São decorrentes dos ductos de Gartner, ou cistos de inclusão epitelial. Estão localizados nas paredes vaginal. AGUS- glândulas escamosas atípicas de significado indeterminado ASCUS- células escamosas atípicas de significado indeterminado. Esta categoria incluem desde alterações benigas até malignas. Cervicite Inflamação das glândulas endocervicais, acompanhado de secreção purulenta Síndrome de Asherman Fibrose da cavidade uterina decorrente de curetagem, processos infeccioso endometrial Cujos sintomas principais e a amenorréia, dectado atraves de exame de imagem Síndrome alcoólica fetal São mal formações decorrentes das gestantes que ingerem álcool.Vão desde a malformações do SNC retardo do crescimento etc. Estimativas 1 a 2 nascimentos em 1000. Exames solicitados para gestantes HIV positivas na primeira consulta medica Relação CD4/CD8 + carga viral hemograma e plaquetas, tipagem sanguinea citologia vaginal, Teste de mantoux trasaminases, HbsAg e anti HCV, creatinina Teste rápido Anti-HIV Utilizado em situações de emergência, onde se deseja um resultado imediato, exposição ocupacional, profissionais de saude gestantes em admissão em trabalho de parto sem exames HIV Nódulos benignos da mama Fibroadenoma, papiloma intradctal, lipoma, cisto Importância da ressonância magnetica em mamas Indicado em pacientes com silicones em mamas e avaliação pré cirurgica, câncer oculto etc. Doenças detectadas com o teste do pezinho Fenilcetonuria, anemia falciforme, hipotiroidismo congênito, hiperplasia adrenal congênita, fibrose cística, galactosemia, deficiência de biotinidade, deficiência de G6PD, síndrome da imunodeficiencia adquirida, sífilis congênita, rubéola congênita infecção congênita para citomegalovirus, deficiência de MCAD,defeito de oxidação de ácidos graxos etc. Incidência de: Fenilcetonuria 1/2600 Anemia Falciforme 1/60 Hipotiroidismo congênito 1/3000 Fibrose cística 1/3000 Galactosemia 1/25000 Rubéola congênita 1/2000 Toxoplasmose 1/2500 Infecção pelo citomegalovirus 1 /2000 Icterícia -coloração amarelada da pele, decorrrente de doença do fígado e vias biliares, como alterações do sangue O aumento da bilirrubina pode ser devido à alteração da bilirrubina conjugada (direta) e não-conjugada (indireta). Bilirrubina não conjugada E a bilirrubina que não foi metabolizada pelo fígado, esta alterada em doenças hemolíticas, deficiência hepática. Hemólise, doença de Gilbert, Crigler-Najar ictérica neonatal cloranfenicol, leite materno E aquela que já foi metabolizada pelo fígado é decorrente de lesão celular ou colestase, como hepatite, cirrose, anticoncepcionais hepatite alcoólica, sepse, pos operatório, cirrose biliar, obstrução biliar calculo biliar colangite, compressão, neoplasias, pancreatite, acolia fecal, prurido Índice ictérico Acima de 2,5 mg/dl. Exames solicitados inicialmente na suspeita de hepatite Hemogrma, bilirrubinas, fosfata se alcalina, CGT, trasaminases, tempo de protombina, antiHAV anti HCV HbsAG AntiHBc Hepatite A Vírus, RNA, alimentos contaminados, higiene Transmissão: fecal oral. Incubação dois a sete semanas. Exames: Anti HAV IgM Anti HAV IGg Hepatite B Vírus DNA tramissão, sexual, parenteral, vertical. Incubação 4 a 6 semanas podendo até 6 meses Exames: HBs AG e Anti HBc IGM O HBs AG geralmente negativa quando existe cura da infecção. O HbsAG informa se o vírus esta no soro. O Anti HBc IGM se a infecção é aguda.Não traduz imunidade As principais indicações de anticoncepção de emergência -cobertura de relação sexual não planejada Uso inadequado de anticoncepcionais -violencia sexual. A pílula age no seguinte mecanismo Ovulação (quanto mais próximo da ovulação é mais eficaz) Fertilização Espermomigração Função lútea implantação O ovo leva 5 a 7 dias para chegar ao útero. A implantação leva em media 11 dias OBS: os anticoncepcionais de emergência não funcionam se o ovo esta implantado. Os estudos mostram que a anticoncepção de emergência pode ser utilizado até o 5° dia da relação desprotegida. A eficácia é que deve ser utilizado mais perto do período da relação Prolactina...............normal 5 a 25 ng/ml Suspeito 100 Entre 5 e 100 faz-se RX sela turcica para ver estrutura óssea Melhor a ressonância magnetica para rastrear microadenomas Nem sempre galactorreia e sinonimo de hiperprolactemia. Recomendações do CDC aos trabalhadores da área de saude, E os que dão apoio como nutricionistas fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais, havendo manuseio com sangue e outros fluidos, considerar a contaminação por: - vírus da hepatite B vírus da hepatite C e HIV. Fluidos potencialmente contaminados -sangue fluidos que contenha sangue, liquido sinovial, cerebroespinhal, liquido pleural, peritonial, pericárdico, amniótico. Fezes,urina, vômitos, secreção nasal, saliva, representam risco potencial se contiverem sangue Cisto de Bartolhin Decorrente de processo infeccioso da glândula,obstruindo o canal de excreção Erosão cervical Geralmente provocado por trauma sexual. Eversão cervical Provocado por cervicite, exposição a estrógenos Atonia uterina Diminuição ou perda da capacidade de contração uterina. Geralmente ocorre pos parto. As causas como multiparidade, excesso de ocitocina em Trabalho de parto Galactocele Dilatação cística de um ou mais ductos mamários. Derrame papilar Perda de secreção pela mamas, de aspecto leitoso, esverdeado, sanguinolento seroso. Galactorreia.- derrame papilar de liquido leitoso Doença de Paget Lesão que ocorre no mamilo ou na aréola, com formaçao de crosta., pode ulcerar ou apresenta-se tipo eczema. Doença de Alzheimer Síndrome de degeneração mental. Acomente a partir dos 65 anos. Perda da memória, retração social, alucinação Demência.

Abortamento Diagnósticos Clinicos e Ecograficos.

Introdução: Sangramento vaginal é relatado por cerca de 25% das pacientes durante as primeiras semanas de gestação, sendo geralmente autolimitado e relacionado à implantação do embrião no endométrio decidualizado. De acordo com a OMS, abortamento é a expulsão ou extração do concepto pesando menos do que 500 gr ou com 22 semanas completas. A ultra-sonografia é usada seletivamente para se determinar se estão presentes produtos da concepção retidos, a fim de que a conduta correta seja tomada. Ela também tem papel na diferenciação das diferentes formas clínicas de abortamento e permite o diagnóstico diferencial com outras formas de sangramento ou patologias como gestação ectópica, neoplasia trofoblástica gestacional, hemorragia uterina disfuncional, câncer do colo do útero e pólipos endometriais. Ameaça de abortamento: Expresso clinicamente através de sangramento vaginal de pequena intensidade, com ou sem cólicas. O colo uterino encontra-se fechado e longo. Esse termo só é aplicável quando a paciente é considerada clinicamente como tendo um embrião potencialmente vivo. O diagnóstico é ultra-sonográfico. Aborto evitável: É considerado sempre quando o embrião está vivo e o saco gestacional localizado na topografia normal, dentro da cavidade uterina, na presença de sangramento expressivo. Na prática clínica 50% dessas gestações com sangramento evoluem para o abortamento e 50% apresentam evolução normal. Os achados ecográficos de mau prognóstico são crescimento anormal do saco gestacional ou inatividade reativa do embrião ou feto. Aborto inevitável: Seu diagnóstico é feito através da visibilização do orifício interno cervical dilatado.Os achados à ultra-sonografia incluem presença de saco gestacional no segmento uterino inferior ou no canal vaginal. Ecos internos no saco gestacional são indicativos de presença de conteúdo hemorrágico. Aborto incompleto: É decorrente da eliminação parcial do feto ou placenta. Diagnóstico ultra-sonográfico: Presença de conteúdo amorfo, heterogêneo no interior da cavidade uterina, com ou sem líquido associado. Quando a gestação é avançada podem ser evidenciadas estruturas fetais. Óbito embrionário: O diagnóstico é ultra-sonográfico, com evidências claras da presença de embrião não vivo (ausência do batimento cardíaco embrionário). Aborto completo: O embrião ou feto são eliminados em conjunto com a placenta, não restando componentes ovulares no interior da cavidade uterina. Diagnóstico ultra-sonográfico: Útero apresentando reação decidual representada por uma linha central. Não devem ser visibilizados produtos da concepção retidos. Aborto infectado: Geralmente está associado à interrupção provocada da gestação e menos freqüentemente ao aborto incompleto. Diagnóstico ultra-sonográfico: Pode ser identificado ar no interior da cavidade uterina, associado ou não a restos ovulares retidos. A propagação extra-uterina da infecção pode ser evidenciada pela existência de coleções abscedadas na pelve ou até mesmo em segmentos mais altos do abdome. Líquido livre em fundo de saco posterior é freqüente. Aborto habitual: Esse termo é aplicado quando ocorrem no mínimo três gestações interrompidas sucessivas. A incompetência istmo-cervical é causa freqüente e é caracterizada por abertura precoce do orifício interno cervical, com conseqüente prolato das membranas para o interior do canal endocervical, que se apresenta com aspecto afunilado. Hematomas uterinos: Ocorrem devido ao descolamento da placenta ou ruptura do seio marginal. Aparecem tipicamente no primeiro trimestre e podem ser subcoriônicos ou retroplacentários. Subcoriônicos: Presença de área hipoecogênica entre as membranas e a parede uterina. Retroplacentários: Presença de área hipoecogênica entre a placenta e o miométrio. Os hematomas com volume maior que 50 ml estão associados a aborto subseqüente ou a trabalho de parto prematuro, já os hematomas com volume menor que 35 ml geralmente estão associados à gestação de bom prognóstico. Sua evolução deve ser acompanhada com exames ultra-sonográficos seriados. Papel do Doppler: O exame Doppler das artérias espiraladas pode ser útil para distinguir um útero gravídico de outro não gravídico em pacientes com beta-HCG positivo, mas com cavidade uterina vazia. O fluxo peritrofoblástico típico nas artérias espiraladas mostra velocidade de pico sistólico maior que 8 cm/s, com elevado componente diastólico. Critérios mais rígidos como velocidade de pico sistólico maior que 15 cm/s e IR maior que 0,55 nas artérias espiraladas permite predição diagnóstica de gestação viável intra-uterina. Conclusão: Os achados ultra-sonográficos são essenciais para o diagnóstico diferencial de abortamento, podendo ser úteis para orientar a conduta adequada para cada caso, sendo importante lembrar que o conhecimento do beta-HCG quantitativo é importante para a interpretação correta das imagens ultra-sonográficas.Dra. Fernanda Piedade Bacchi Médica da Radiologia Clinica de Campinas.

Como saber a data da ovulação através da temperatura basal?

Muitas vezes a falta de ovulação é causa da infertilidade. Um dos métodos mais simples de verificar a altura da ovulação é medindo a sua temperatura corporal basal. Os resultados da temperatura basal corporal são anotados numa tabela, durante vários ciclos, predizendo a sua ovulação. Esta tabela diária mostrará a altura da ovulação de forma eficaz e simples. Para além de tudo, indicar-lhe-á o período certo para conceber. Como medir o ciclo menstrual? Um ciclo menstrual mede-se a partir do primeiro dia da menstruação até ao último dia antes da próxima menstruação. Regra geral, um ciclo dura cerca de 28 dias, surgindo a ovulação a meio do ciclo, cerca do 14º dia. O período fértil surge 3 dias antes da ovulação e dura até 2 dias depois da ovulação. Um óvulo sobrevive até 24 horas depois da ovulação. Quando e como medir a temperatura basal? Usualmente um ciclo menstrual regular e uma tensão pré-menstrual (TPM) significam que existe uma ovulação normal. Porém, medir a temperatura corporal basal é uma das formas de saber se existe, e quando ocorre a ovulação. Implica medir diariamente a temperatura, logo quando acordar, mesmo antes de sair da cama, e antes de fazer qualquer coisa. Resumindo, acorda e tira logo a temperatura. Para o fazer deve colocar o termómetro na boca, no recto ou vagina, porém se colocar na boca é mais eficaz, pois na boca, em menos tempo consegue-se verificar a temperatura. Que termómetro usar? O ideal é usar um termómetro electrónico que detecte variações de décimas de temperatura. Se usar um outro também é apropriado, apenas deve ter em conta que deve colocar o termómetro na boca 5 minutos; se optar por medir a temperatura na vagina, ou no recto então deverá esperar pelo menos 7 minutos. Este método de medição da temperatura basal funciona se for registando diariamente a sua temperatura, durante alguns ciclos. Depois verificará que os valores formam um gráfico e pela observação desse gráfico perceberá qual é o seu período fértil. Quando pode esperar mudanças da temperatura? A sua temperatura basal será mais baixa durante as 2 primeiras semanas do ciclo, que antecedem a ovulação, pois a presença da hormona do estrogénio mantém a temperatura entre os 36/36.5ºC. Imediatamente a seguir à ovulação, a progesterona “aquece a temperatura” e há um aumento de 0.5 a 0.8ºC (cerca de 37ºC)até à altura do próximo período menstrual. Esta temperatura surge quando a ovulação já ocorreu. Poderão existir picos de temperatura noutros dias mas, a menos que estes se mantenham, é pouco provável seja devido à ovulação ter ocorrido. Se o seu ciclo menstrual for regular e fizer o gráfico durante alguns ciclos vai conseguir predizer quando surgirá a ovulação. Se durante todo o ciclo, a temperatura basal permanecer abaixo dos 37ºC sem um pico significativo, significa que não existiu ovulação nesse ciclo. Todos os valores da temperatura devem ser registados numa tabela. Se preferir pode elaborar um gráfico que represente a sua temperatura corporal basal. Poderá inserir os dados numa tabela Excel e elaborar um gráfico com os mesmos. Se não aumentar a temperatura? Se surgir um ciclo anovulatório (sem ovulação), poderá ser devido à disfunção dos ovários, levando o ovário a não libertar o óvulo. Quando isto acontece, o ovário também não liberta as hormonas sexuais que regulam a contracção do tubo-uterino e o desenvolvimento anormal do endométrio. A medição da temperatura basal é muito eficaz, mas um ultra-som ao diâmetro do folículo também se pode revelar muito eficaz, na detecção de problemas deste género. Que factores podem afectar a temperatura basal? A temperatura basal pode ser afectada caso não tenha tido uma boa noite de sono, se não teve pelo menos 3 horas de sono consecutivo depois de ter feito sexo, se teve febre ou se bebeu álcool na noite anterior. Outra opção ao gráfico da temperatura basal? A ovulação surge quando a Hormona Luteinizante aumenta, e provoca a libertação do óvulo pelo ovário. A percentagem da Hormona Luteinizante aumenta na circulação sanguínea entre 24 a 36 horas antes da ovulação ocorrer. Como esta hormona é eliminada pela urina, um teste à urina permite saber se existe mais ou menos percentagem desta hormona. Caso exista uma percentagem de Hormona Luteinizante na urina prevê-se a ocorrência da ovulação. Existem testes de ovulação à venda em farmácias para fazer à urina em casa. Se o seu teste tiver um resultado positivo, então a sua ovulação irá ocorrer 24 a 48 horas depois desse resultado positivo. Porém estes testes à urina têm de ser feitos durante vários dias - sendo mais dispendiosos que a medição da temperatura basal -, até detectar a presença significativa da Hormona Luteinizante (resultado positivos). Se o seu ciclo é de 28 dias deverá de começar a fazer o teste cerca do 9º dia depois do primeiro dia da menstruação. Pode-se detectar uma gravidez através da temperatura basal? Sim, caso a temperatura basal permanecer elevada mesmo depois da fase do período menstrual passar (caso ele não surja), isso pode ser um sinal de que está grávida. Quando conceber, o óvulo é fertilizado nas trompas de Falópio, que de seguida levará cerca de uma semana a viajar até ao útero, onde será implantado. Este é o tempo que o corpo tem para detectar a sua gravidez. Quando é libertada hormona hCG (gonadotrofina coriônica humana), é normal que a temperatura do corpo suba, não de forma tão óbvia como quando ocorreu a ovulação, mas com alguma relevância, podendo ser detectada cerca de uma semana a 12 dias, depois do primeiro pico de temperatura. Medir a temperatura basal é suficiente? Não, pois fazer apenas o gráfico da temperatura basal apenas lhe dirá se a ovulação ocorreu. Como o óvulo apenas pode viver entre 12 a 24 horas, na altura em que a temperatura subir, um dia ou dois depois da ovulação, o óvulo já foi perdido. Porém, é importante anotar a temperatura basal porque é um indicador excelente para determinar quando ocorre a fase ovulatória, e para determinar se a segunda fase do ciclo - a fase lútea - é longa o suficiente para conseguir uma fertilização (esta fase deve durar pelo menos 9 a 10 dias, depois de ocorrer a ovulação até ao dia do próximo período menstrual). Quando estiver a anotar a sua temperatura basal, junte também outros sinais de fertilidade, para determinar a altura ideal para conceber, usando também indicações sobre o muco cervical para determinar a sua fase mais fértil.

Quando devo engravidar após uma perda?

Perder um bebê pode ser devastador, quer seja um aborto, durante o parto, ou mesmo depois do parto… tudo necessita de sarar: o corpo e o espírito. Depois do rol de emoções que sentirá quando surge uma perda, começará a questionar o seu caminho para a maternidade. Quando começar tudo de novo? O tempo recomendado Na realidade, o tempo que uma mulher espera para voltar a engravidar depende sempre do tipo de perda que experienciou, mas geralmente são necessários cerca de 3 meses para recuperar a condição física, este é o tempo mínimo necessário depois de uma perda, que o útero e o corpo necessitam para sarar. Deve esperar-se até à menstruação normalizar e, claro, até ao médico dizer que já pode voltar a tentar de novo. Depois de um aborto espontâneo, usualmente as perdas sanguíneas param passado uma semana (caso isto não aconteça, deverá dirigir-se ao seu médico assistente). A exaustão também poderá apoderar-se de si durante alguns dias. Tudo depende da sua perda, caso tenha acontecido um aborto espontâneo sem perdas de sangue prolongadas, é provável que vá ovular dentro de 2 a 4 semanas depois do aborto. Para saber se está a ovular, verifique a temperatura corporal, ou observe o muco cervical, desta forma saberá se a ovulação está a ocorrer. Mesmo no caso de um aborto, em que tenha sido necessária uma curetagem para o completar, o seu período menstrual pode surgir cerca de 28 dias depois, e a ovulação pode ocorrer passadas 2 semanas, levando assim cerca de 1 mês a 6 semanas para o seu corpo voltar ao normal. Porém, o ciclo pode levar meses a regular-se. Pesquisas sugerem que o risco de sofrer um aborto, na próxima gravidez, aumenta em 50% caso não espere por voltar a ter um ciclo regular antes de voltar a tentar. Caso tenha tido uma gravidez ectópica – onde o ovo fertilizado se implanta numa das trompas de Falópio ou fora do útero – é muito importante que seja acompanhada pelo seu médico para se certificar que não está a passar por outra gravidez ectópica, e que esta gravidez de facto acontece no útero. Quando voltar a ter relações sexuais Depois de uma perda relacionada com o aborto, é importante que não tenha sexo logo de seguida, pelo menos enquanto as perdas sanguíneas não tiverem parado. Enquanto estiver a recuperar, as relações sexuais podem provocar infecções. Mesmo antes de aparecer o período menstrual, deve usar contraceptivos. Logo que o corpo perceba que não está grávida ele trata de fazê-la fértil de novo, mesmo antes do primeiro período menstrual, por isso, dê tempo ao seu corpo para recuperar. Usar o tempo em seu favor para um novo começo Nem sempre o tempo é o maior determinante da altura para voltar a conceber, muito também depende do seu estado emocional. O tempo necessário à sua cura emocional só dependerá de si. Umas mulheres estão prontas a engravidar de novo logo depois de uma perda, outras demoram mais tempo; tudo varia de mulher para mulher e, no seu caso, tudo dependerá de si. A perda que sofreu poderá significar um período de tempo maior ou menor sem pensar em tentar engravidar. Não se preocupe, quando chegar de novo à altura, você saberá. Terapia: concepção Por vezes o tentar conceber de novo pode ser muito terapêutico, mas claro, isto também varia de mulher para mulher. Enquanto umas mulheres conseguem ultrapassar uma perda com uma nova tentativa de conseguir uma gravidez bem-sucedida, outras não vêem solução nesta decisão. Analise bem os seus sentimentos, seja sincera consigo, e tente perceber se esta solução é a indicada para si. Pergunte-se Está pronta para voltar a conceber, uma vez mais? Quer demore meses ou anos para começar a tentar engravidar de novo, saiba que o seu coração irá guiá-la neste processo de decisão. O coração também tem de sarar, e só você saberá se ele está curado. Depois de uma perda, muitas mulheres sentem-se isoladas ou com vontade de o fazerem, enquanto outras gostam de conversar acerca da sua perda. Tente compreender que nem todas as pessoas vão compreender as suas emoções, para uma pessoa que não esteja a acompanhar a situação, uma perda geracional é apenas mais uma. Porém, saiba que conversar acerca das suas emoções é essencial, especialmente com o seu parceiro e família. Não guarde tudo para si, mantenha não só o corpo saudável, mas também a sua mente.

10 Perguntas sobre as pilulas anticoncepcionais.

01 - COMO A PÍLULA FUNCIONA?
Os hormônios contidos na pílula (estrogênio e progestina) atingem uma glândula no cérebro (pituitária) e bloqueiam os hormônios responsáveis pela ovulação. O organismo “pensa” que está grávido e a ovulação é interrompida. Assim, não ocorre a gravidez. Além disso, ela deixa o muco cervical (secreção que sai pela vagina e se parece com clara de ovo) mais espesso. Isso ajuda a imobilizar o espermatozóide.
02 - ALGUNS REMÉDIOS PODEM ANULAR O EFEITO DA PÍLULA? Verdade. Sabe-se que a ampicilina, por exemplo, um antibiótico bastante comum e utilizado no tratamento de diversas infecções, pode reduzir sua eficácia. Nesses casos, a mulheres devem se certificar seu anticoncepcional contenha pelo menos 50 microgramas de etinil-estradiol ou mestranol. 03- PÍLULA NO SHAMPOO ACELERA O CRESCIMENTO DO CABELO? Segundo os especialistas seria uma grande desperdício. Pensem comigo: se anticoncepcionais realmente acelerassem o crescimento dos cabelos, já fariam parte da composição natural dos shampoos e mascaras capilares. É uma lenda totalmente sem fundamento! 04 - PÍLULA ENGORDA? Essa questão pode não ser verdadeira, apesar de muitas mulheres afirmarem o contrário. Uma pesquisa recente avaliou a variação de peso de 128 mulheres em uso de contraceptivos orais durante 4 meses e descobriu que 72% das pacientes não apresentaram qualquer alteração de peso no final do período. 05 - PÍLULA FAZ MAL PARA O CABELO? Não existem evidências científicas comprovando este fato, por que faria? 06 - A PÍLULA CAUSA VARIZES? A pílula possui sim diversos efeitos sobre o sistema cardiovascular e é possível que estejam envolvidos de alguma forma no desenvolvimento de varizes, mas as pesquisas realizadas não comprovaram nada até o momento. 07 - PARAR DE TOMAR PÍLULA PODE CAUSAR ACNE? Verdade. A pílula reduz os níveis sangüíneos de androgênios (hormônios masculinizantes) e, dessa forma, podem colaborar para diminuir a gravidade da acne. Mas não existem verdades absolutas na medicina, não é? 08 - A PÍLULA PODE SER USADA NO TRATAMENTO DA ENDOMETRIOSE? Sim, a pílula realmente pode fazer parte do tratamento não-cirúrgico desta doença. Progestinas isoladamente podem ser úteis e são a primeira escolha de muitos especialistas. 09 - PÍLULA REDUZ CÓLICAS MENSTRUAIS? A menstruação dolorosa (dismenorréia) é menos freqüente nas mulheres que não ovulam. Por isso, as pílulas podem ser úteis em 70-80% dos casos de dismenorréia. Mas quando a pílula é suspensa, as mulheres geralmente sentem a mesma intensidade de dor que apresentavam antes do seu uso. 10 - MULHERES QUE TOMAM PÍLULA DEMORAM MAIS PARA ENGRAVIDAR QUANDO PARAM? Verdade. O retorno à fertilidade em mulheres que interromperam o uso de hormônios leva mais tempo quando comparado às mulheres que interromperam outros métodos contraceptivos, mas não há prejuízo da fertilidade.

Esqueci a Pilula o que fazer?

Um certo pânico se instala quando a pílula é esquecida. O que fazer nessas horas? Calma. Dra. Mariana Maldonado ensina. O uso de pílulas anticoncepcionais é uma das formas mais antigas e eficazes para evitar a gravidez. Lançadas na década de 60, foram importantes na emancipação sexual das mulheres, que passaram a ter mais liberdade para transar sem o temor de ter uma gravidez fora de hora. Mas por outro lado, estas pílulas tinham uma dose muito alta de hormônios (estrogênio e progesterona) e por isso muitos efeitos colaterais, incluindo trombose e infarto do coração. De lá pra cá, muita coisa mudou: surgiram outras pílulas com novos hormônios e doses reduzidas, causando um mínimo de efeitos colaterais e riscos para a saúde, mas mantendo o máximo de proteção contra a gravidez. No Brasil, a pílula anticoncepcional (seja a combinada - que contém estrogênio e progesterona – ou somente com progesterona – a minipílula ou pílula da amamentação) é o método mais utilizado pelas mulheres, depois da ligadura de trompas. Quando usadas de forma correta e regular, previnem a gravidez em mais de 99% das vezes. Já está mais do que provado que a principal causa de gravidez em usuárias de pílulas é o seu uso incorreto, seja por falta de orientação ou por simples esquecimento. E por falar em uso correto, nunca é demais lembrar como estas pílulas devem ser usadas: para quem está começando com as pílulas combinadas (as mais comumente utilizadas pelas mulheres em geral), deve-se dar preferência às de baixa dosagem (35, 30, 20 ou 15 mcg de etinilestradiol). A primeira cartela deve ser iniciada no primeiro dia do ciclo menstrual (no primeiro dia da menstruação) e no horário mais conveniente para mulher. A forma de usar é simples: tomar uma pílula por dia, sempre respeitando o horário escolhido. Mas o que fazer quando se esquece de tomar a pílula? A resposta é simples: depende do tipo de pílula que se está usando (se é combinada ou só de progesterona), sua dosagem e formulação (se é de uso contínuo – sem interrupção – ou com intervalos). De uma forma geral, estas são as orientações sobre o que fazer em caso de esquecimento das pílulas combinadas: Esqueceu de tomar uma pílula: 1) Tomar a pílula esquecida assim que lembrar e seguir tomando a cartela normalmente. Se a pílula esquecida só for lembrada no momento da próxima tomada, pode-se tomar as duas pílulas ao mesmo tempo! 2) Não é necessário usar métodos adicionais (como por exemplo, a pílula de emergência ou do dia seguinte). Esqueceu de tomar duas ou mais pílulas: 1) Tomar a primeira pílula esquecida assim que lembrar. Depois, seguir tomando a cartela normalmente ou então descartar os comprimidos esquecidos para continuar com a ordem inicial. Não é preciso interromper a cartela. 2) Se o esquecimento aconteceu na última semana da cartela (últimos sete comprimidos), as pílulas restantes deverão ser tomadas até o final, descartando-se os esquecidos. Uma nova cartela deve ser iniciada logo em seguida, sem intervalos. 3) Em qualquer caso, é muito importante utilizar uma proteção extra (como a camisinha) ou não ter relações sexuais até ter tomado a pílula por sete dias consecutivos. 4) Se a mulher esqueceu de tomar duas ou mais pílulas da cartela e teve uma relação sexual desprotegida neste período, ela deve usar a pílula de emergência e seguir as recomendações dos itens 1, 2 e 3. E não esqueça: nenhum método é 100% seguro! As chances de falha da pílula aumentam se não forem usadas corretamente. Além disso, estas recomendações são gerais, não substituem a orientação médica e nem o uso da camisinha, que é o único método que confere dupla proteção: contra a gravidez e doenças sexualmente transmissíveis! Dra. Mariana Maldonado é médica ginecologista e obstetra, especialista em Sexologia e Homeopatia.                 

Ciclo menstrual irregular.

Você está sofrendo de problemas como o Ciclo Menstrual Irregular? A maioria de nós mulheres, vez ou outra se depara com este problema que é cada vez mais comum e tem sua origem ligada a outros problemas como estresse, tensão e ansiedade. O ciclo menstrual irregular pode ser causado por alterações hormonais relacionadas a experiências passadas que deixaram trauma. Porém, a causa mais comum com a qual o atraso na menstruação está relacionado é mesmo o estresse, a tensão, medicamentos e a utilização medicinal da cafeína como anticoagulante do sangue. O consumo da cafeína para fins medicinais diminui a intervalo mensal entre os ciclos. A flutuação nos períodos indica o começo de um rompimento da corrente natural de eventos hormonais que controlam o período menstrual. Alguns dos fatores comuns responsáveis pela irregularidade dos períodos são: - Ganho ou perda significativa do peso - Exercício em excesso - Síndrome de ovário/ predomínio de estrogênio - Desnutrição (ou dieta com exagero de hidratos de carbono) - Medicamentos - Quimioterapia - Cigarro/Nicotina/Tabaco - Drogas - Cafeína - Alimentação desordenada - Estresse - Desequilíbrio Hormonal relacionado ao perimenopausa - Parto - Uso excessivo do álcool - Disfunções uterinas Se você estiver sofrendo de ciclo menstrual irregular, procure o seu médico para um tratamento adeqüado. A irregularidade do ciclo não é o único sinal de problema médico. O fluxo contínuo ou irregular é uma indicação de problemas na ovulação. Se seu ciclo for irregular, marque uma consulta com o seu médico.